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O Feltro como terapia - Feltros Santa Fé

15 de abril de 2013Publicado por: Santa Fe

O Feltro como terapia

foto-materiaDizem por aí que a Depressão é a doença do século. Talvez nossos problemas atuais, resultados de uma infinidade de conjunturas a que nós demos causa ou não, em nossa vida particular; somados com os problemas que nos cercam neste mundo globalizado, causados e agravados sob a responsabilidade de diversas gerações, nos causem esta sensação de impossibilidade. Esta sobrecarga que nos torna incapacitados para pensar, definir, decidir, encontrar o rumo. E finalmente uma enorme tristeza, com a qual nem sempre conseguimos lidar. Mas sempre há um caminho, uma saída, um tratamento, um ponto por onde se reerguer. De maneira nenhuma vamos dispensar as indicações de um profissional, mas ousamos apontar, digamos assim: um acessório, que pode acompanhar você nestes momentos de crise. Atividades do nosso cotidiano como cozinhar, bordar, pintar, esculpir, escrever, exercitadas em um tempo adequado, com dedicação e cuidado, podem mediar conflitos e transformar elementos. Enquanto pintamos, misturamos as cores, esculpimos o detalhe de uma peça, ou experimentamos juntar novos sabores, entramos em um processo criativo, produzimos insights, encontramos nossos pensamentos, criamos algo novo, e experimentamos um delicioso sabor de sucesso e satisfação. Neste exercício podemos nos conhecer melhor, organizamos nossos sentidos através de uma tarefa calmante onde viajamos em nossos pensamentos. Neste autoconhecimento não importa, ainda, o resultado final; mas o processo em si, e a experimentação, ponderando as necessidades, lidando com o imprevisível e conjuntamente liberando aquele nó do peito. Ao final do processo construímos um novo EU, e mais ainda, construímos algo NOVO, que saiu não só das nossas mãos, mas da nossa alma. A agilidade, a perfeição da peça, os ajustes da personalidade, tudo virá com o tempo e com a persistência. Quanto mais prática você tiver, melhores resultados alcançará.
[col2]dica-roberta[/col2][col2]Essa é a experiência que trazemos hoje na nossa Dica de Mestre, com Roberta Neiva. Minha vida perdeu todo o sentido quando minha mãe faleceu. A partir daquele momento eu era uma jovem sozinha, com um filho para criar, sem o apoio e a companhia dela. Sofri por vários meses até que um dia me levaram a um psicólogo. Esse foi um passo importante em minha vida. Em consulta o médico me perguntou o que eu gostava de fazer nas horas vagas: ler, ouvir música, fazer artesanato... Minha resposta foi imediata: “Gosto de tudo isso, principalmente de artesanato. Mas não tenho disposição nem dinheiro para comprar a[/col2] matéria-prima”. O médico saiu por alguns instantes do consultório e para minha surpresa, retornou segurando um grande pacote cheio de retalhos de tecido e de feltro e me perguntou: "Você sabe que tipo de tecido é esse?". Eu disse: "Não". E ele respondeu: "Chama-se feltro. Comprei em uma de minhas viagens a São Paulo. Mas é um feltro mágico, o chamo de Santa Fé! Vá para casa e faça uma blusa para mim com uma arara bem grande e bonita. Na próxima consulta, daqui a uma semana, você irá trazê-la. E olha: tenha fé porque você vai conseguir, confie em si mesma". Saí um pouco confusa do consultório, mas decidida a tentar fazer o que o médico havia pedido. No dia seguinte, mesmo sem muito ânimo, saí para comprar uma camisa simples e branca para começar a tal arara. Ao começar logo fiquei cansada e entediada e não consegui trabalhar mais do que uma hora naquele dia. O que me restou foi chorar e continuar alimentando minha tristeza. Os dias foram passando e fui ficando mais encorajada a terminar o trabalho no prazo combinado. Afinal eu não queria desapontar o médico, que havia sido tão atencioso comigo. Comecei a vencer as dificuldades dia a dia ao perceber que era capaz de colocar em prática o dom que Deus me dera. No dia da consulta, levei a camisa pronta e, para minha alegria, o médico gostou muito do resultado e me disse, deslumbrado: "Você também tem fé em Deus?".Eu respondi que sim e ele continuou: "Então você tem fé em si mesma, tem fé que seu trabalho é perfeito e o feltro mágico lhe ajudou a descobrir como é capaz de fazer coisas lindas. Siga esse dom que você tem para deixar a tristeza de lado. O que vai lhe dar a cura está dentro de você". Eu me senti outra pessoa naquele dia. Aquele homem foi muito mais do que um médico para mim. Foi um amigo, um anjo. Ele me deu um site onde eu poderia comprar mais feltro e assim, ironicamente, descobri que na verdade não havia sido ele que tinha dado aquele nome ao feltro –Santa Fé, ele já existia. Daquele dia em diante recebi diversas encomendas e comecei a investir o pouco que ganhava em projetos maiores. Atualmente, faço diversas lembrancinhas, enfeites de maternidade etc. Já faz três anos desde que comecei a trabalhar com artesanato e sou grata à Feltros Santa Fé por ter me ajudado a sair do fundo do poço. O artesanato foi minha única fonte de renda nesses últimos anos e mesmo não sendo famosa nem aparecendo em nenhum programa de TV para mostrar minha arte faço o maior sucesso em minha cidade.
[infobox] A Associação Brasileira de Arte Terapia nos explica que é possível trabalhar através da linguagem artística como base de comunicação, utilizando a criação estética e a elaboração artística em prol da saúde. É através da arte terapia que eles tratam, previnem e reabilitam seus pacientes. Conheça mais no site: www.arteterapia.com.br[/infobox] Pelo contato de nossas amigas artesãs pudemos constatar quantas vidas o feltro já transformou. O testemunho muito claro de que a transformação do feltro em uma obra própria, em um objeto belo e útil, estimula a imaginação, dispara ideias, e alimenta a CURA. O trabalho com diferentes formas e texturas ajuda a mudar a maneira habitual de pensar, acalma o sistema nervoso, diminui a frequência cardíaca, o corpo torna-se mais relaxado e centrado. O trabalho provoca novos questionamentos, propõe novas tentativas até o acerto. E mais ainda, ajuda a criar relacionamentos. Novos grupos de trabalho, novas amigas que trazem apoio, dicas, sugestões, enfim....ninguém mais está sozinho. É muito comum o pensamento de que o artesanato é um trabalho com as mãos, mas a verdade é que o trabalho do cérebro é essencial, é um exercício para a mente. Através dele estimulamos a criatividade, a introspecção, a concentração e a reflexão. E assim nos tornamos mais capazes, amadurecemos como pessoas e nos relacionamos cada vez melhor. Eu não poderia terminar este texto sem citar a frase da artesã Lane, de Araquari/SC, que foi postada em seu blog www.feltroterapiaartesanais.blogspot.com.br: “Uma mulher que trabalha com as mãos é uma operária; uma mulher que trabalha com as mãos e o cérebro é uma artesã; mas uma mulher que trabalha com as mãos, o cérebro e o coração é uma artista.” Muita Saúde pra Você! Com carinho, Bibi [infobox fullwidth="false"]Nossa querida Roberta Neiva mandou um PAP de um lindo efeite de porta. Confira! [button href="http://bit.ly/XBVibx" label="Ver PDF" color="white" icon="download" newwindow="true" ]pap-thumb[/infobox] [col4]roberta-neiva-perfil[/col4][col2]Participação de Roberta Neiva robertaneiva20@hotmail.com Site: http://bit.ly/1374DbJ Fanpage: http://on.fb.me/1374THI[/col2][col4]festival-lembranca[/col4] Foto: http://riodasostrasjornal.blogspot.com.br/2010/12/rio-das-ostras-rocha-leao-promove.html

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