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Será que eu tenho esse dom? - Feltros Santa Fé

05 de março de 2014Publicado por: Santa Fe

Será que eu tenho esse dom?

Muitos caminhos, muitas responsabilidades, muita coragem! São estes os principais ingredientes da história de vida desta artesã especial, a Karina Raszl. O artesanato sempre acompanhou seus caminhos, desde pequena. E continuou atravessando as suas escolhas, sempre se mostrando uma opção. Porém a escolha de viver o artesanato como profissão envolve coragem, determinação, e a certeza de que foi abençoada com um dom, um talento especial. O "Festival da Lembrancinha" apresenta mais um capítulo de sucesso na história das "Mestres do Artesanato".

Quando recebi o convite da Santa Fé para participar do “Festival da Lembrancinha” só consegui ver a parte do "O artesanato me faz feliz!!!", pois tem tudo a ver com o que sinto. Afinal o artesanato me faz realmente feliz, muito feliz.

As avós vem de fábrica com o tal "dom" dos trabalhos manuais

Minha história com o artesanato, como aconteceu com a maioria das artesãs, começou de pequena. Filha de pais separados, criada com avós, só poderia dar nisso não é mesmo? Afinal as avós vem de fábrica com o tal “dom” dos trabalhos manuais. Comigo não foi diferente. Aprendi crochê e tricô ainda criança. Sempre me aventurando, curiosa e sem medo. Na adolescência já customizava minhas roupas: rasgava, lixava, cortava. Claro que estraguei muita roupa nessas experiências, rs. Morava com meu pai e avós e as coisas não eram fáceis. E eu, sempre sem grana, aprendi a fazer muita coisa. Então posso dizer que a falta de grana me fez descobrir alguns dotes manuais como fazer unha, depilação, escova em meu próprio cabelo, entre outros. Foi nessa época que descobri meus dotes pra venda.Vendia bijuterias, semi-jóias e produtos de catálogo. Amava pois estava em contato com pessoas o tempo inteiro e ainda ganhava uma grana. Nessa fase surgiu a moda das peças de bijuteria com pedras e miçangas e eu sempre curiosa resolvi comprar material e fazer. Fazia colares, pulseiras e brincos e vendia no colégio. Era ótimo. leao

Estava apaixona pelas costurinhas!

Depois de casada me aventurei na costura. Minha sogra tinha muitas máquinas e eu sempre observando, resolvi fazer também. Fiz muita roupa pra mim, sempre criando. Um belo dia fui procurar um estojo para colocar os lápis de cor da minha filha para o começo do ano letivo. Não encontrei nada parecido com o que eu queria. Foi aí que eu pensei: Eu vou fazer! No fim fiz um estojo para os lápis, para as canetinhas e para o giz de cera. E peguei gosto por fazer peças menores. Numa noite comecei a costurar e quando pude perceber meu marido estava levantando pra ir trabalhar, já era de manhã. Estava apaixona pelas costurinhas! Comecei a fazer e vender para os amigos. Mas meu amor pelo artesanato teve que ficar adormecido um pouco, pois com as crianças um pouco crescidas fui ajudar meu marido, na época na empresa da família. E com isso tinha pouco tempo para me dedicar a minha paixão. Como as encomendas não pararam eu comecei a fazer durante as noites. Durante uma semana fui me deitar por voltas das 4 da manhã e acordava 7 para ir pro trabalho. Uma tarde enquanto esperava na fila de carro para pegar minha filha no colégio, meu corpo não aguentou e eu simplesmente adormeci. Eu praticamente entrei em coma, nem as buzinas me acordaram causando assim um tumulto, pois empaquei a fila, rsrsrs. Foi aí que tive que optar, não dava para ficar sem dormir. Fiquei com o trabalho mais “rentável”.

Depois que se é picado pelo bichinho do feltro dificilmente você "se cura" rsrs

Com a separação, o desligamento da empresa e agora sendo o homem da casa tive que optar pelo rentável mais uma vez. Para manter minha casa consegui um emprego como representante de vendas, viajava bastante, não estava feliz e me afastei um pouco do artesanato. Comecei a namorar e confesso que meu namorido foi um dos pivôs para que eu mergulhasse de vez no artesanato, me incentivando a reconhecer o meu talento. Mas eu, separada e mãe de dois filhos, precisava de estabilidade. Foi uma época bem difícil. Fiquei um ano viajando. Uma fase bem complicada, chorosa, não gostava de viajar tanto. Paralelo a isso sempre estava o artesanato. Ganhando mais espaço e crescendo em minha vida. Foi nessa época que fui apresentada ao feltro. E depois que se é picado pelo bichinho do feltro dificilmente você "se cura" rsrs. E eu me apaixonei de uma tal forma pelos trabalhos em feltro que não teve jeito. Era disso que eu queria viver, mas a falta de coragem não me deixava sair do meu trabalho “ formal”. A vida sabe o que faz tudo tem sua hora. Conversei comigo mesma e de tanto ouvir todos ao meu redor dizerem que eu tinha o dom, que eu era talentosa, que investisse nisso pois iria dar certo, eu resolvi "chutar o balde" e acreditar nesse “tal dom” que Deus me deu. Até hoje tenho algumas dúvidas sobre “DOM”.

Dom vem do latim donu e significa dádiva, presente.

Afinal o será que é isso? Será que já nascemos com isso? Será que é algo que desenvolvemos? Sem uma resposta concreta fui pesquisar: Dom vem do latim donu e significa dádiva, presente. Li várias coisas sobre o dom, sobre talento, vocação e cheguei a conclusão que: -O dom é algo especial que já nasce com a gente, todos nós temos. -É como um presente que Deus nos dá quando nascemos. -E todos nós ganhamos. -Mas eu acho que vai muito além do que uma certa habilidade em desenvolver uma determinada tarefa. -Dom é você conseguir fazer um dia ruim virar um dia bom. -É você conseguir tirar um sorriso de quem está triste. -É estender a mão a quem precisa. -É conseguir enxergar beleza em tudo. -É conseguir perceber o melhor de cada um. -É trabalhar com amor, alegria e dedicação. -Mesmo que você não seja o melhor mas sendo o seu melhor. -Isso é o que realmente importa. -Dom é você ter amor e fazê-lo transbordar, assim fazendo-o chegar aos que te cercam. -É ter o brilho no olhar. Hoje sou feliz, realizada, trabalho com o que amo e acredito que tudo que fazemos com amor tem um brilho especial. Procuro fazer o bem. Sempre com alegria e sempre com um enorme sorriso no rosto, acho que é já minha marca registrada. Meu nome é Karina Raszl, tenho 35 anos. Sou espontânea, sem muito filtro, rsrsr, alegre, divertida, extrovertida, atrapalhada e criativa. Sou mãe, filha, namorida, menina, mulher. Tiro o melhor de cada um e de cada situação. Sou positiva, crescendo e aprendendo - sempre!!! Amo o artesanato e fiz disso minha profissão!!!
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Como não podemos guardar, aqui está o molde do leão que a Karina enviou para nossa diversão! Aproveite mais esta fofurice.
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